Atletismo – O esporte número um

Como chegou e se desenvolveu até hoje?

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A história do Atletismo, conta-se que está ligada a história da civilização humana. Desde os tempos ancestrais.

Por exemplo, na ajuda em uma luta, na fuga dos predadores, na busca por alimentos. Correr, saltar obstáculos, lançar objetos, isto deveria ser prática comum. E daí o seu aprimoramento das habilidades básicas de correr, saltar e lançar foi fazendo de uma necessidade uma atividade física, de lazer e de competição.

Indícios da prática do Atletismo consta de pelo menos cinco mil anos, desde o Egito a China e logo depois, Grécia.

Assim o início das competições esportivas se deu com provas atléticas. A primeira Olimpíada registrada teve como única prova uma corrida de aproximadamente 200 metros. Os gregos chamavam de “stadium” em Olímpia, na Grécia, em 776 AC. O campeão? Foi Coroebus, representante da cidade de Élis.

Na primeira edição dos Jogos Modernos, Atenas, capital da Grécia em 1896, um norte-americano conquista o título inicial, seu nome Jimmy Connolly na medalha de ouro no salto triplo.

O Atletismo recebe seu formato moderno no começo do século 19, na Inglaterra. Ele engloba as competições em estádio, como corridas, saltos, lançamentos e provas combinadas. Devido ao inverno no hemisfério norte as disputas são realizadas em ginásio. Mas também há corridas de rua, de campo (cross country), em montanha, marcha etc.

O Atletismo ainda sustenta como o principal esporte olímpico dos tempos modernos. Prova disto é que o Comitê Olímpico Internacional estabeleceu – até para efeito de distribuição dos recursos auferidos nos Jogos – que o Atletismo é o único esporte na categoria 1.

A criação da IAAF, sigla em inglês da Associação Internacional das Federações de Atletismo, deu credibilidade às competições e as regras foram escritas e os recordes, homologados.

Sua importância do Atletismo é provada como uma frase clara: “Os Jogos Olímpicos podem acontecer apenas com o Atletismo. Nunca, sem ele.”

No Brasil

Começa nas últimas décadas do século 19. Anos de 1880, Jornal do Commercio do Rio de Janeiro anunciava resultados de competições na cidade e nas três primeiras décadas do século 20, a prática atlética foi consolidada no País. Já em 1914, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) filia-se à IAAF e em 1924, a primeira participação em torneio olímpico, nos Jogos de Paris, França. Em 1925, foi instituído o Campeonato Brasileiro.

Em 1931, a seleção nacional começou a participar dos Campeonatos Sul-Americanos. Em 1932, Clovis Rapozo (oitavo no salto em distância) e Lúcio de Castro (sexto no salto com vara) chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos estados Unidos. Quatro anos depois, Sylvio de Magalhães Padilha foi o quinto nos 400 m com barreiras nos Jogos de Berlim, na Alemanha.

Em 1952, nos Jogos de Helsinque, na Finlândia, Adhemar Ferreira da Silva conquista a medalha de ouro no salto triplo, em 23 de julho, três dias depois em que José Telles da Conceição ganhou a de bronze no salto em altura. Eram as primeiras das 14 medalhas olímpicas ganhas pelo Atletismo brasileiro até 2012.

Adhemar foi o primeiro dos grandes triplistas brasileiros, a subir ao pódio olímpico e a estabelecer recordes mundiais na prova. Ele foi bicampeão quatro anos depois, em Melbourne, na Austrália. Depois, Nelson Prudêncio ganhou prata e bronze, e João Carlos de Oliveira, duas de bronze.

Os Jogos Pan-Americanos foram disputados pela primeira vez em Buenos Aires, na Argentina, em 1951. Até a 16ª edição do PAN, realizada em Guadalajara, no México, em 2011, o Atletismo conquistou para o Brasil nada menos que 160 medalhas: 56 de ouro, 45 de prata e 59 de bronze.

O atleta com mais títulos ganhos no PAN é João Carlos de Oliveira, dois ouros no triplo e dois no salto em distância, nos Jogos do México em 1975 e de Porto Rico, quatro anos depois. Claudinei Quirino é um dos grandes destaques da história dos Jogos, com cinco medalhas conquistadas no total – sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Claudinei é o único brasileiro a ganhar quatro medalhas em uma mesma edição dos Jogos: em Winnipeg em 1999, no Canadá, quando ganhou ouro nos 200 m e no 4×100 m, prata no 4×400 m e bronze nos 100 m. Em Santo Domingo, em 2003, ganhou ouro no 4×100 m.

Atletas treinadores e dirigentes creditaram bons resultados dos Jogos do Rio, em 2007, e de Guadalajara, em 2011, aos projetos elaborados a partir de 2001, pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), graças ao patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Hegemonia no continente

O Campeonato Sul-Americano de Atletismo foi disputado pela primeira vez em 1919. No Brasil pela primeira vez em 1937, a seleção nacional ganhou seu primeiro título por equipes.

De 1974 para cá o Brasil não é superado na competição regional. A proeza é única na história das áreas geográficas que compõem a IAAF.

A CBAt foi fundada em 1977 e começou a operar em 1979. Em 1987 novos dirigentes assumiram a direção da Confederação e todos os atletas devidamente qualificados tiveram garantido seus direitos de representar o País nos eventos internacionais no Exterior.

A CBAt organizou três Campeonatos da IAAF: Mundial Feminino de 15 km no Rio de Janeiro, em 1989, Mundial de Maratona em Revezamento em Manaus, em 1998, e o Mundial de Meia Maratona, no Rio de Janeiro, em 2008.

A composição da CBAt é feita com as Federações do Atletismo dos 26 Estados e do Distrito Federal. Na Assembleia Geral, além das Federações, têm direito de voto os cinco clubes com maior pontuação no Troféu Brasil do ano anterior, os atletas ganhadores de medalhas olímpicas, além dos representantes dos árbitros e dos treinadores.

Aguardamos os próximos acontecimentos para acrescentar a esta história.

Com informações da CBat – Confederação Brasileira de Atletismo
L.C.Bruno
Editor da Revista Ato e Reflexo
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Formado em Comunicação Social, com experiência na área editorial e comercial de grandes veículos como Veja Rio, Extra, JB e outros veículos de menor porte. Trabalhou em agência de publicidade vinculada a grandes veículos. Vários cursos e estudos em diversas áreas como marketing, administração de empresas, artes, teologia e línguas. Interessado em buscar a Verdade e o valor da informação, toma gosto pelo jornalismo, e apesar de ser amante do esporte, reconhece a necessidade de enfocar outros temas relacionados. Nada é isolado.

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